7 de janeiro de 2015

Angra dos Reis...



Portugueses batizaram Angra dos Reis em homenagem ao dia dos Três Reis Magos no dia 06 de janeiro de 1502. Nesta data, uma expedição portuguesa, comandada por Gonçalo Coelho, chegou a uma bela baía ou angra, no sul do atual estado do Rio de Janeiro. Encantados com a beleza do local, eles batizaram esta terra de Angra dos Reis, em homenagem à visita dos Três Reis Magos ao menino Jesus, que é comemorada nesse dia. 
Uma vila ali foi erguida e recebeu, inicialmente, o nome de Vila dos Três Santos Reis, depois Vila de Angra dos Reis e, finalmente, Angra dos Reis.


28 de dezembro de 2014

Uma história de amor e loucura


Pilares adornados emolduram as ruínas cobertas de hera do castelo Baldoon, que se ergue em um trexo desolado das terras baixas escocesas, cerca de 130 quilômetros" de Glasgow, Baldoon foi o cenário de uma história trágica, mais tarde imortalizada por Sir Walter Scott em seu romance Lúcia de Lammermor.
A história real envolveu a familia de Sir James Dalrymple, eminente jurista e estadista. Sua filha mais velha era a bela Janet Dalrymple, que antes de atingir a maioridade comprometeu-se em segredo com um jovem nobre pobre a quem amava, Lord Rutherford.
Os pais de Janet, particularmente sua mãe, uma mulher arrogante cujos ditames nem mesmo seu marido se atrevia a contrariar, reprovaram a união dos dois apaixonados jovens.
Impotente diante da autoritária mãe, Janet não teve outra alternativa senão renunciar à felicidade e, assim, viu-se forçada a faltar com a palavra dada a seu verdadeiro e grande amor, submetendo-se à vontade dos seus pais, obedecendo à determinação destes de casá-la com o homem escolhido por eles, David Dunbar, sobrinho de Rutherford e herdeiro de Baldoon. Triste, infeliz, mas resignada,Janet casou-se com Dunbar no dia 24 de agosto de 1669.
Há várias versões do que ocorreu na trágica noite de núpcias, porém a mais conhecida conta que houve um grande banquete e um esplendoroso baile em Baldoon ,durante o qual o casal se recolheu aos seus aposentos, como ditava a tradição milenar. 
Logo depois, os convidados ouviram assustados, aterrorizantes.gritos vindo do quarto nupcial.
Arrombando a porta, perplexos os pais e alguns convidados acharam Dumbar estendido no chão, ensanguentado por vários ferimentos de faca. A noiva, com o vestido todo sujo de sangue, estava agachada em um canto, murmurando consigo mesma, claramente enlouquecida. 
As únicas palavras coerentes que a ouviran dizer foi: "Levem daqui esse noivo ossudo". Dunbar sobreviveu, mas Janet morreu em menos de um mês. Diz-se que seu fantasma manchado de sangue ainda assombra Baldoon, talvez em espiação, talvez procurando por seu amor perdido. 

Autor: Denis Ferraz


3 de novembro de 2014

Um espantoso testamento.



As heranças de pessoas milionárias são um desejado “presente” para todos seus parentes. Na história, muitas pessoas ricas deixaram suas fortunas para as pessoas mais amadas e próximas. No entanto, há milionários excêntricos que repartiram suas riquezas de uma maneira muito particular, ou mesmo esdrúxula. Este post conta uma dessas histórias incríveis sobre heranças: 
Em Portugal, um homem deixou uma herança para 70 pessoas escolhidas a esmo. Aos 29 anos, Luis Carlos de Noronha Câmara, solicitou a um tabelião de Lisboa que fizesse seu testamento legando seus bens a 70 pessoas escolhidas ao acaso em uma lista telefônica. Luis Carlos era um homem solitário e faleceu aos 42 anos de morte natural deixando como herança um valioso prédio de 12 andares no centro de Lisboa, uma casa em Guimarães, no norte de Portugal, um carro e pouco mais de 60 mil reais para serem repartidos entre os beneficiários. 
Não é difícil imaginar o espanto dos inusitados herdeiros que sequer conheciam o benfeitor. 

8 de outubro de 2014

Por que Bento XVI espionou Padre Marcelo



Com batina e de microfone em punho, agitando o próprio corpo e o de uma multidão de fiéis, embalados por música dançante e coreografias animadas, padre Marcelo Rossi, da arquidiocese de Santo Amaro, em São Paulo, imprimiu ritmo às modorrentas missas católicas a partir do final dos anos 1990 e assim galgou o pedestal da fama. Em nome da evangelização do povo, o sacerdote cantor se tornou onipresente em programas de auditório e se transformou no artista cristão mais bem-sucedido da América Latina – amparado pela venda de milhões de exemplares de CDs, DVDs e livros. Padre Marcelo, porém, nunca gozou de prestígio entre a alta cúpula da Igreja Católica, em Roma. No ano em que comemora o 20º aniversário de sua ordenação, ganhou de presente a indigesta notícia de que fora alvo, durante quase uma década, de uma espionagem do Vaticano, mais precisamente da Congregação para a Doutrina da Fé, órgão responsável por vigiar a retidão da doutrina cristã pelo mundo. O responsável pela investigação teria sido o papa Bento XVI – na época ainda cardeal Joseph Ratzinger, o prefeito dessa poderosa instituição, espécie de ministério da Santa Sé (leia quadro). Caso fosse mal avaliado por seus observadores romanos, o sacerdote brasileiro poderia ser impedido de rezar missas e celebrar a comunhão, além de ser obrigado a aposentar sua porção popstar e tudo o que advinha dela – produtos comerciais e a exposição acentuada em meios de comunicação.Alertado sobre a existência de missas-espetáculo, culto ao personalismo e vulgarização da liturgia, o Vaticano investigou durante anos o sacerdote mais famoso da América Latina, por temer um cisma dentro da Igreja Católica do País
Vale lembrar que, em meados dos anos 90, a manifestação de uma espiritualidade mais efusiva, como a presenciada na Renovação Carismática Cristã, da qual padre Marcelo é simpatizante, causava arrepios nas autoridades da Igreja. No Brasil, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) chegou a publicar um documento para disciplinar a atividade. Assim, após Rossi ser acusado por um de seus pares brasileiros, cuja identidade foi mantida em sigilo, de vulgarizar a liturgia, dar ares de espetáculo às missas e fazer culto ao personalismo, o Vaticano acionou a sua Congregação para investigar se a sua ovelha estaria atravessando a cerca, justamente num dos solos mais férteis do catolicismo mundial. “O padre Marcelo se tornou o personagem principal na diocese de Santo Amaro, que fora uma subdivisão da antiga Arquidiocese de São Paulo, e servia de escada para o bispo dele (dom Fernando Figueiredo). É assim até hoje. E isso causava, no mínimo, um estranhamento”, afirma José Reginaldo Prandi, uma das maiores autoridades do País em sociologia da religião e professor sênior da Universidade de São Paulo (USP).

ENCONTRO
Depois de se recusar a receber padre Marcelo quando esteve no Brasil, em 2007, o papa Bento XVI entregou pessoalmente ao brasileiro o prêmio de Evangelizador Moderno, em 2010, no Vaticano
Para André Ricardo de Souza, autor de “Igreja in Concert: Padres Cantores, Mídia e Marketing” e professor do departamento de sociologia da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), a investigação teve como alvo não só o padre Marcelo, mas também dom Fernando, uma vez que o bispo deu o aval para a conotação midiática e a exploração comercial da fé em sua diocese. “Se ele permitia esse ritual, era suspeito também para o Vaticano”, diz. O receio da Santa Sé, na opinião de Souza, era que um cisma surgisse no seio do catolicismo brasileiro. “Desde a Reforma Protestante, quando um clérigo ganha muita projeção, a Igreja se preocupa com a possibilidade de ele desencadear uma dissidência”, afirma. “Então, preocupava, sim, que em Santo Amaro pudesse surgir uma vertente da Igreja Católica.” Procuradas, a Nunciatura Apostólica, espécie de embaixada do Vaticano no Brasil, e a CNBB não quiseram se pronunciar sobre o assunto.

Grande mentor da Teologia da Libertação, movimento que interpreta o Evangelho à luz das questões sociais, o teólogo Leonardo Boff foi observado e punido pelo mesmo Joseph Ratzinger e sua Congregação para a Doutrina da Fé. Forçado a um silêncio obsequioso que culminou com a sua saída da ordem franciscana, em 1992, Boff não quis tecer comentários sobre alguém que, como ele, fora alvo de investigação do órgão católico. Apenas afirmou: “A inveja dos clérigos é a pior que existe. Roma não admite alguém que lhe faça alguma sombra.” Para o teólogo Jorge Claudio Ribeiro, da Pontifícia Universidade Católica (PUC), de São Paulo, o que mais choca é o silêncio que envolve esse episódio. “Ninguém sabe, ninguém comenta, não se sabe quem denunciou... Não gosto do estilo do padre Marcelo, mas ele não foi e nem está sendo tratado condignamente.