15 de dezembro de 2013

O Primeiro Baile da História do Brasil




Se o gaiteiro estava tomado pela nostalgia que se chamará saudade, tocou chorado. Se tocou chorado, foi o primeiro choro, 500 anos antes de Pixinguinha. 
Pedro Álvares Cabral tinha descoberto o Brasil havia apenas cinco dias quando aconteceu o que conto a seguir.
Um gaiteiro da tripulação desceu à praia e começou a tocar. Caminha não diz, mas era coisa animada. Os pelados (Caminha só os chama assim) correram pra ouvir. Fez-se uma roda. O gaiteiro tomava os pelados pela mão, eles folgavam e riam. Sabemos como são essas confraternizações com nativos. Lembram-se do príncipe Charles requebrando com a Pinah no ensaio da Beija Flor?
O garotão português, embarcado à força, sentia uma coisa que ainda não tinha nome. Empolgado, fez voltas ligeiras no chão (miudinho?), deu vários saltos reais, vai ver que sua especialidade nos bailes de aldeia. A gaita, é bom avisar, não era de boca, daquelas que menino pobre ganha no Natal. Era de fole, parecida com a dos escoceses.
Foi este o primeiro baile da história do Brasil. Se o gaiteiro estava tomado pela nostalgia que se chamará saudade, tocou chorado. Se tocou chorado, foi o primeiro choro, 500 anos antes de Pixinguinha.
Escrito por Joel Rufino dos Santos


10 de dezembro de 2013

Versões e Curiosidades sobre a Morte de João Paulo I


O jornalista britânico David Yallop publicou em 1984, após longa pesquisa, a obra Em nome de Deus (In God's Name), na qual oferece pistas sobre uma possível conspiração para matar João Paulo I . A dar-se crédito às fontes de Yallop (que incluem inúmeros clérigos e habitantes da cidade do Vaticano), João Paulo I esboçara, no início de seu breve pontificado, uma investigação sobre supostos esquemas de corrupção no IOR (Istituto di Opere Religiose, vulgo Banco do Vaticano). Logo após eleger-se papa, ele ficara a par de inúmeras irregularidades no Banco Ambrosiano, então comandado por Roberto Calvi, conhecido pela alcunha de "Banqueiro de Deus" por suas íntimas relações com o IOR (o corpo de Calvi apareceu enforcado numa ponte em Londres, quatro anos depois, por envolvimento com a Máfia).
Entre os envolvidos no esquema, estaria o então secretário de Estado do Vaticano e Camerlengo, cardeal Jean Villot, o mafioso siciliano Michele Sindona, o cardeal norte-americano John Cody, na época chefe da arquidiocese de Chicago e o bispo Paul Marcinkus, então presidente do Banco do Vaticano. As nebulosas movimentações financeiras destes não passaram despercebidas pelo Papa Sorriso. Sem falar em supostos membros da loja maçônica P2, como Licio Gelli (vale lembrar que pertencer a essa comunidade secreta sempre foi e ainda é considerado motivo de excomunhão pela Igreja Católica).
A Cúria Romana como um todo teria rechaçado o perfil humilde e reformista de João Paulo I. Diversos episódios no livro corroborariam essa tendência: o Papa Sorriso sempre repudiou dogmas, ostentação, luxo e formalidades; para ficar num exemplo, ele detestava a sedia gestatória, a liteira papal (argumentando que, por mais que fosse o chefe espiritual de quase mil milhões de católicos, não se sentia importante a ponto de ser carregado nos ombros de pessoas). Após muita insistência curial, ele passou a usá-la.

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6 de dezembro de 2013

O Incidente em Aurora


É uma das histórias de ovnis mais estranhas já contadas. Em Aurora, no Texas, em 1897 testemunhas descreveram uma nave voadora cinco anos antes do voô dos irmãos Wright. "O que voou pelo Texas não foi feito pelo homem." "Existem indícios de que um ovni caiu no texas em 1897.". O suposto OVNI colidiu-se contra o moinho de vento da granja do juiz JS Proctor e logo caiu em um lugar onde havia um poço. Após o choque, as pessoas que vieram para o local encontraram os restos da nave e do corpo do piloto, um corpo pequeno e desfigurado. Os jornais disseram que não era um habitante desse mundo. Este corpo foi enterrado em um túmulo no cemitério local com uma lápide anônima.
Em uma investigação de MUFON (Mutual UFO Network, "Mutual UFO Network) que ocorreu em 1973, encontraram um estranho pedaço de metal (95% de alumínio e de 5% de ferro) raros na natureza.
· Na mesma investigação, na parte mais antiga do cemitério havia uma lápide sem nome. Eles usaram um detector de metais para localizar o túmulo. Quando o MUFON pedira permissão para escavar, foi negado. Dias depois, os investigadores voltaram e descobriram que a pedra não estava mais lá, e o detector de metais não encontrou nenhum metal.
· Em volta do poço onde estava os restos da suposta nave, existe uma área de terreno onde não cresce nenhuma vegetação. Mais tarde a terra foi vendida para outra pessoa, que disse que ao consumir a água deste poço, ele desenvolveu uma artrite muito grave.
· Em uma pesquisa realizada em 1973, foi encontrada três pessoas que estiveram em Aurora nesse mesmo ano. O primeiro disse que seu pai havia lhe contado que nao passava de uma brincadeira. Mas as outras duas afirmaram o contrário, a segunda diz que ao chegar ao local teve que desistir, pois sua mãe não lhe permitiu que ficasse lá, e finalmente, a terceira testemunha admitiu ter visto o OVNI caindo, mas seu pai só lhe permitiu ver o ocorrido no dia seguinte, após terminar seus deveres. Seu pai foi ver o que aconteceu no outro dia e quando ele voltou disse ao seu filho absolutamente tudo.
· A descrição do piloto estraterrestre foi muito semelhante às descrições atuais.

5 de dezembro de 2013

O enigmático e lendário Conde de Saint Germain


O lendário Conde de Saint Germain é um dos personagens mais intrigantes do século XVIII. Sua vida pode ser avaliada sob vários pontos de vista, desde a condição de um elevado e sábio alquimista até a de um simples e nobre excêntrico.de Saint Germain teria nascido na Transilvânia, em 28 de maio de 1696; mas, outra fontes determinam seu nascimento em 1709. Era, provavelmente, filho de Francis II Rákóczi, príncipe exilado da Transilvânia. Mas, há referências de que poderia ser filho ilegítimo de Marie-Ann de Neuborg, esposa viúva de Carlos II da Espanha, com o desconhecido Conde Adanero. sob os cuidados do Duque de Médici. Mas, estranhamente, os primeiros registros de sua vida pública e social iniciam-se apenas em 1743, quando então contava 47 anos de idade, na cidade de Londres. Aproximadamente dois anos mais tarde, esteve na cidade de Edimburgo (Escócia) onde teria sido retido sob a acusação de espionagem. Após recuperar a liberdade, conheceu o célebre filósofo e escritor suíço Jean-Jacques Rousseau, desaparecendo misteriosamente em 1746.Em 1758, na cidade francesa de Versalhes, retomou sua vida pública e convívio social. Neste mesmo período, infiltrou-se na corte francesa ao presentear com diamante e pedras preciosas. Conta-se que conquistou a confiança do monarca ao reconstituir, de modo misterioso, um diamante quebrado. Ainda, ganhou fama de ser um hábil violinista. Assim, aproveitando-se dos benefícios que sua popularidade lhe trazia, hospedou-se no vilarejo de Chambord, sob a tutela do Rei Luís XV.
No ano de 1760, deixa a França e viaja para a Inglaterra, Países Baixos e Rússia. Neste momento, na Rússia, o Conde Saint Germain é acusado de conspirar contra o imperador e a favor de Catarina – A Grande, de modo que ela pudesse assumir o comando do estado russo. Em seguida, viaja para a Bélgica, onde, sob o nome de Conde de Surmount, adquire terras. Neste momento, o Conde oferece suas técnicas de tratamento de material ao governo belga; mas, sem obter sucesso. Porém, durante as negociações, o Conde Saint Germain, supostamente, transformou ferro em um material semelhante ao ouro, como uma forma de provar sua capacidade técnica.

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23 de novembro de 2013

A exumação da família imperial brasileira...


D. Pedro I
Cientistas brasileiros exumaram pela primeira vez para pesquisa os restos mortais de D. Pedro I, o primeiro imperador brasileiro, além de suas duas mulheres, as imperatrizes Dona Leopoldina e Dona Amélia.
A exumação fez parte do trabalho de mestrado da arqueóloga e historiadora Valdirene do Carmo Ambiel, que defendeu nesta segunda-feira (18) sua dissertação no Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (USP).
De acordo com Valdirene, os exames foram realizados em 2012 – entre fevereiro e setembro. Ela afirma que obteve em 2010 autorização de descendentes da família real brasileira para exumar os restos mortais. No entanto, negociações para que isto ocorresse iniciaram anos antes. De forma oficial, esse trabalho começou a acontecer em 2010, mas ele se iniciou mesmo há oito anos”, explicou Valdirene ao G1.
Os exames foram realizados no Hospital das Clínicas de São Paulo e contaram com a ajuda de especialistas da Faculdade de Medicina da USP.
Transporte feito de madrugada
Segundo informações do site do jornal O Estado de S. Paulo, um esquema de segurança foi montado para transportar as urnas funerárias de madrugada desde a cripta imperial, no Parque da Independência, no bairro do Ipiranga, até o local dos exames, em Cerqueira César, onde, sob sigilo, os esqueletos foram submetidos a ultrassonografias e tomografias.
O site do jornal informa ainda que as análises revelaram que D. Pedro I fraturou ao longo de sua vida quatro costelas do lado esquerdo, consequência de dois acidentes -- uma queda de cavalo e quebra de carruagem. Isso teria prejudicado um de seus pulmões e, consequentemente, agravado uma tuberculose que causou sua morte aos 36 anos, em 1834. Ele media entre 1,66 m e 1,73 m e foi enterrado com roupas de general.


Exumação de D. Pedro I (Foto: Divulgação/Valter Diogo Muniz)

O Estado informa aponta que a exumação dos restos mortais de Dona Leopoldina contradiz a história de que a então imperatriz do Brasil teria fraturado o fêmur após Dom Pedro I tê-la empurrado de uma escada do palácio Quinta da Boa Vista, então residência da família real, localizada no Rio de Janeiro. No exame, não foram encontradas fraturas.


Restos de D. Leopoldina (Foto: Divulgação/Valter Diogo Muniz)


Dona Amelia surpreendeu por estar mumificada (Foto: Divulgação/Valter Diogo Muniz)
No caso da segunda mulher do primeiro imperador do país, Dona Amélia, segundo noticia o Estado, os cientistas se surpreenderam ao ver que a imperatriz foi mumificada e tinha partes do seu corpo preservados, como cabelos, unhas e cílios. Um crucifixo de madeira e metal foi enterrado com ela.
Relevância
De acordo com Astolfo Gomes de Mello de Araújo, professor de Arqueologia do MAE/USP e um dos orientadores do trabalho de Valdirene, a exumação dos corpos de parte da família real brasileira é importante para entender melhor o período imperial que o país viveu, que, segundo ele, é tratado com relativamente pouca relevância.
O Brasil, de uma maneira geral, tem uma memória histórica curta (...) O trabalho mostrou que havia ali dados importantes, além de derrubar a dúvida de que ali pudessem não estar enterrados os restos mortais, disse Araújo, referindo-se ao Monumento da Independência, cripta imperial localizada em São Paulo, onde estão as urnas funerárias.

Detalhe das mãos de D. Amélia segurando um crucifixo (Foto: Divulgação/Valter Diogo Muniz)

Ele disse que medalhas e comendas que foram enterradas com D. Pedro I foram recuperadas durante a análise das urnas funerárias. Segundo o professor, esses materiais passam por restauração e estão atualmente em posse do Departamento do Patrimônio Histórico da Prefeitura de São Paulo. Esse material foi recolhido e deve ser exposto, explica.
O orientador ressaltou ainda a importância da obtenção das autorizações para a exumação, tanto de integrantes da família real brasileira, quanto do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
“Que isto sirva de exemplo até para outros países, onde há cada vez mais tabu em relação ao estudo de restos humanos (...) As pessoas acham que os restos mortais não podem ser manipulados. Isso é um retrocesso total, porque ali há informações importantes. Os restos humanos são tratados com respeito”, disse.

D. Leopoldina passa por tomografia (Foto: Divulgação/Valter Diogo Muniz)

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13 de novembro de 2013

O Caso Roswell

Considerado o maior marco da Ufologia Mundial o caso Roswell foi o mais impressionante relato e a mais absoluta prova do encobrimento do assunto Ovnis do mundo. O caso já faz mais de 50 anos e continua sendo referente no mundo.
 Quarta-feira, 2 de Julho, 21:50hO casal Wilmot está sentado em sua varanda, num bairro tranqüilo em Roswell, quando observa um grande objeto oval cruzar o céu. O objeto estava incandescente e voava em alta velocidade no sentido nordeste. Ao mesmo tempo, William Woody e seu pai vêem no céu um objeto brilhante indo em direção norte. Durante uma tempestade, o rancheiro MacBrazel e seus vizinhos ouvem uma explosão nas proximidades de onde moram, há algumas milhas de Roswell.
 Quinta- Feira, 3 de Julho Pela manhã, Brazel sai à cavalo para verificar os danos causados pela tempestade. Surpreende-se ao ver um campo de destroços de aproximadamente 4km quadrados, onde encontra lâminas de um metal muito maleável, mas que sempre retornava à forma original. Vê também bastões de matéria análogo ao basalto - objetos altamente resistentes, impossíveis de serem cortados ou queimados. Brazel percebe que há sinais impressos nos objetos: desenhos de cor lilás, parecendo com algum tipo de escrita oriental, talvez hieróglifos.
 Sexta - Feira, 4 de Julho Feriado nacional. Brazel leva alguns destroços ao seu galpão, entre eles há uma peça de, aproximadamente, 3m. Suas ovelhas não querem passar pelo campo de destroços. Os animais parecem sentir que algo estranho aconteceu no local. À noite, Brazel encontra alguns amigos, que o aconselham a contar tudo para as autoridades.
 Domingo, 6 de Julho, 8:00hPela manhã Brazel vai até o escritório do xerife George Wilcox em Roswell. Leva alguns destroços na caminhonete. Ao ver os pedaços da suposta nave, o xerife envia alguns de seus subordinados para a fazenda para examinar o local do acidente. Chegando lá, não encontram mais os destroços, mas somente uma camada vitrificada sobre a terra. No mesmo dia da visita ao xerife, Brazel concede uma entrevista à radio local.
 Domingo, 6 de Julho, 13:00hO major Jesse Marcel vai ao escritório do xerife em Roswell com a finalidade de se encontrar com Brazel. Olha o material e decide visitar o rancho em que aconteceu o acidente. Seu superior, o general Roger Ramey, é informado sobre o achado e se comunica com o Pentágono.

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 Domingo, 6 de Julho, 17:00hChegando ao rancho, Brazel mostra os destroços no galpão para o major Marcel, que os examina com um contador Géiser. O aparelho não capta sinais de radiatividade nos objetos. Enquanto Marcel e seus homens pernoitam no galpão, o Pentágono organiza uma busca sigilosa no local da queda.
 Domingo, 6 de Julho, 19:00h . Os oficiais localizam os destroços e seus ocupantes. Imediatamente chegam ao local varias equipes de resgate e escavação. Também participa do processo o arqueólogo Cury Holden, que ao fazer pesquisas sobre povos pré-colombianos, descobre os destroços por acaso.
 Segunda - Feira, 7 de Julho.Pessoas das proximidades encontram objetos pelo chão, como pequenos bastões de 1cm, com gravações parecidas com hieróglifos. Ninguém conseguia decifrar as inscrições, tampouco descobrir o tipo de material de que eram feitas as peças. Encontram também um pergaminho muito comum, além de fragmentos de folhas parecidas com alumínio que não se amassavam. O mais curioso de tudo é que os objetos parecem ser indestrutíveis, resistindo a todos os testes.
 Segunda - Feira, 7 de Julho, 9:00h.O Pentágono ordena o bloqueio de todas as entradas e vias de acesso a Roswell. Os auxiliares do xerife Wilcox cercam o rancho Foster, não deixando ninguém passar. Segunda - Feira, 7 de Julho, 13:00h. Glenn Dennis, da funerária Ballard, em Roswell, recebe um comunicado de um dos oficiais da base: " - Qual o tamanho dos caixões herméticos que o senhor tem? - São pequenos? - Há estoque?". Dennis fica perplexo e quer saber se houve algum tipo de desastre nas proximidades. Diz que não tem estoque e que demoraria umas 24 horas para conseguir o material.
 Segunda - Feira, 7 de Julho, 14:00h. No Pentágono, os generais Curtiss Lemay e Hoyt Vandenberg tem uma conversa sobre os UFOs, mais precisamente sobre o acidente de Roswell. Enquanto isso, o General Nathan Twinning (um dos membros do MJ-12), comandante e técnico de informações, muda seus planos e prepara uma viagem para o Novo México.
 Segunda - Feira, 7 de Julho, 14:30h. O oficial da base liga novamente para Dennis. Desta vez, lhe pergunta como preparar corpos que ficam muito tempo no deserto e se os produtos empregados poderiam modificar a química dos corpos. Dennis recomenda o congelamento dos cadáveres e oferece assistência, recebendo a seguinte resposta ofical : " - Não se preocupe, só estamos querendo saber isso a fim de nos prepararmos para casos futuros". Dennis aceitou a resposta, mas continuou intrigado. Mais tarde, ele conheceu um soldado que havia se acidentado no resgate e o levou a enfermaria do hospital mais próximo. Dennis estaciona sua ambulância ao lado de um veiculo da base e vê diversos pedaços de metal lá dentro. Ao entrar no hospital encontra uma amiga enfermeira, que sai de uma das salas de exame e exclama: " - Suma daqui, senão você vai ter um aborrecimento gigantesco".
 Segunda - Feira, 7 de Julho, 20:00h. Grande parte dos destroços já haviam sido recolhidos e examinados. O major Marcel vai à base, pega alguns pedaços de destroços e leva para casa para mostrar a sua esposa e filhos. " - Isto não é deste mundo. Quero que vocês se lembrem disso por toda vida", exclama Marcel.
 Terça - Feira, 8 de Julho, 6:00h. Reunião particular entre o coronel Blanchard e Jesse Marcel, que mostra a ele as partes dos destroços achados no Rancho Foster. Meia hora mais tarde, acontece uma outra reunião secreta no escritório do coronel Blanchard, desta vez com a cúpula da Força Aérea.
 Terça - Feira, 8 de Julho, 9:00h. O xerife Wilcox procura pelo pai de Dennis, que é seu amigo. " - Seu filho parece estar em apuros", advertiu. " - Diga a ele para não declarar nada do que viu na base".
 Terça - Feira, 8 de Julho, 9:20h.  Blanchard resolve lançar um comunicado à imprensa: " - Os muitos boatos acerca dos discos voadores ontem se tornaram realidade quando o assessor de imprensa divulgou que o 509 Grupo de Bombardeiros da Força Aérea teve a sorte de chegar a possuir um disco - tudo isso graças à cooperação de um rancheiro local e de um xerife". E o relatório do general continua: "O objeto aterrizou em um rancho perto de Roswell na ultima semana. Como o rancheiro não tem telefone, guardou o disco até poder informar ao xerife, que por sua vez, notificou o major Jesse Marcel. Imediatamente, entramos em ação e o disco foi resgatado do rancho, sendo depois inspecionado na Base Aérea de Roswell e encaminhado a uma repartição superior".
 Terça-feira, 8 de julho, 11:00 h. O tenente começa a distribuir o comunicado à imprensa. Ele visita as estações KGL e KSWS, depois vai aos jornais locais Roswell Daily Record e Morning Dispatch, que publicam no mesmo dia a informação. As emissoras de rádio passam o comunicado para a agência Associated Press, que se encarrega de distribuir a notícia para o mundo. Algumas horas depois, o escritório do xerife Wilcox recebia telefonemas de todas as partes do mundo, como Roma, Londres, Paris, Alemanha, Hong Kong e Tóquio. Porém, este clima de liberdade de expressão não durou muito tempo. Frank Joyce, da emissora KGFL, remete um telex para a agência United Press International (UPI) e, como resposta, recebe um comunicado de Washington desmentindo o caso. Parte do telex informava o seguinte: "Atenção. Aqui FBI. Finalizar relato. Repito: finalizar relato, assunto de segurança nacional. Aguardar.".
 Terça-feira, 8 de julho, 11:00 h.  Dennis recebe um chamado de sua amiga enfermeira: " - Eu preciso falar com você. Você deve fazer um juramento sagrado de nunca mencionar o meu nome, senão eu terei enormes dificuldades...". Dennis então promete à enfermeira que jamais diria nada a ninguém. Ela começa a contar tudo o que sabe sobre o caso: dois médicos pediram a ela para que fizesse apontamentos enquanto executavam uma autópsia provisória. Então ela desenhou o que tinha visto: uma cabeça com olhos fundos e grandes, pequenos orifícios nasais, boca fina, sem pêlos, braços compridos e finos. As mãos tinham 4 dedos cada, que terminavam com orifícios, parecidos com ventosas de polvos. Ela também descreve que os seres não tinham cabelos e sua pele era preta. A enfermeira diz ter visto 3 corpos, sendo que estavam muito mutilados, provavelmente por coiotes. Os corpos tinham somente 1,20 m e exalavam um terrível mau-cheiro. Os médicos chegaram a desligar o sistema de ar condicionado com medo de que o cheiro se alastrasse por todo o hospital. Mais tarde, a autópsia foi transferida para o hangar de aviões.
 Terça-feira, 8 de julho, 11:30 h. A enfermeira se despede de Dennis. Algumas hora depois, fica sabendo que será transferida para outro continente, provavelmente para Inglaterra. Após algumas semanas, escreve para Dennis contando as novidades. O amigo responde a carta e, em vez de uma resposta, recebe em sua casa um envelope com o carimbo "Falecida".
 Terça-feira, 8 de julho, 12:00 h. No aeroporto de Roswell pousa um avião de Washington trazendo uma equipe especial de técnicos e fotógrafos. Os destroços do UFO são levados para a base aérea de Wright Patterson, em Ohio, num avião pilotado pelo capitão Oliver Popper Handerson. Ao embarcar, o capitão vê 3 cadáveres extraterrestres no hangar guardados em gêlo seco.
 Terça-feira, 8 de julho, 12:30 h.  Fotógrafos da imprensa americana vão ao rancho Foster e se encontram com Brazel, que lhes faz a seguinte declaração: " - Foi um erro notificar as autoridades. Se acontecesse novamente, eu não diria nada, porque isso é uma bomba". Os fotógrafos também encontram alguns oficiais que vasculham o campo de destroços. Percebem que ninguém tenta impedi-los de fazer o trabalho.
 Terça-feira, 8 de julho, 16:30 h. Voltam para Roswell, onde o xerife Wilcox lhes comunica que estão proibidos de fazer qualquer manifestação sobre o que viram. Enquanto isso, os militares também deixam o rancho, levando Brazel para Roswell. Chega à base um avião carregado com destroços. Logo após, Marcel levanta vôo com os destroços para o Forth Worth. Chegando lá, mostra o material para o general Ramey. No Rancho Foster, no lugar dos destroços são colocados pedaços de um balão meteorológico com um aparelho de orientação pelo radar no chão. É montada uma grande farsa, em que Marcel é obrigado a admitir que o acidente com um UFO não passava de um engano. O que antes era um disco voador, passou a ser visto como um simples balão.
 Terça-feira, 8 de julho, 18:30 h. Um memorando interno da polícia federal comunica ao FBI que a história do balão meteorológico não corresponde aos fatos. Brazel é intimado a comparecer na base de Roswell, onde recebeu orientações para desmentir tudo à imprensa, Brazel é obrigado a ouvir coisas como: " - Olha meu filho, guarde esse segrêdo com você, senão ninguém sabe o que pode lhe acontecer". A esta altura, já circulavam em Roswell os mais absurdos boatos. Um deles dizia que os homens vindos de Marte se acidentaram no local e que, inclusive, um deles ainda permaneceu vivo por um bom tempo, gritando como um animal até a morte. Outro destes boatos dizia que um dos seres escapou do esquema de segurança e correu toda a noite pela cidade.
 Quarta-feira, 9 de julho, 8:00 h. O coronel Blanchard sai de Roswell e visita o lugar da queda. Sua intenção é supervisionar o término do trabalho de resgate, pois logo entraria em férias.
Quarta-feira, 9 de julho, 8:30 h.  Três aviões de transporte C-54 são carregados com destroços. A ação é acompanhada por inspetores de Washington, que supervisionam o carregamento. As aeronaves então levantam vôo em direção à Base Aérea de Kirtland, onde se encontra o general Twinning.
 Quarta-feira, 9 de julho, 9:00 h. Walt Whitmore e seu repórter Jud Robert tentam ir ao Rancho Foster, mas não conseguem devido aos bloqueios dos militares. Curiosos de vários pontos do país - além de muitos repórteres - também tentam sem sucesso chegar ao local.
 Quarta-feira, 9 de julho, 10:00 h. Pousa na base um avião de Washington trazendo um representante oficial do presidente Truman. Em Washington, o presidente recebe o senador Carl Hatch, do Novo México. Quarta-feira, 9 de julho, 12:00 h. Os cadáveres dos ocupantes dos UFOs são preparados para o transporte. Oficiais da Base Aérea de Roswell visitam jornais e emissoras de rádio. O objetivo da visita era recolher cópias de um relatório para a imprensa do tenente Haut.
 Quarta-feira, 9 de julho, 14:30 h. Em uma reunião de oficiais, o Ministério da Defesa comunica ao FBI que os discos voadores não são de responsabilidade nem do Exército nem das Forças Armadas. 
Sexta-feira, 11 de julho.  Tem início a operação Corretivo Mental em todos os soldados que trabalharam na operação de resgate. São conduzidos em grupos a um pequeno recinto, onde um oficial lhes explica: " - ... isto foi uma questão de segurança nacional e está sob o mais severo sigilo. Não falem a ninguém sobre o que aconteceu. Esqueçam tudo o que viram"
 Terça-feira, 15 de julho. MacBrazel é advertido mais uma vez, mas pode finalmente retornar ao rancho. Embora antes da queda fosse muito pobre, retornou para sua terra com uma caminhonete nova e com dinheiro suficiente para comprar uma casa e uma fornecedora de gelo.

 Epílogo da Operação
 No prazo de um mês, todos os participantes da operação são transferidos para outras bases. Em setembro, o professor Lincoln La Paz procura determinar a estrutura do objeto acidentado e afirma veementemente que os destroços são de uma sonda extraterrestre não tripulada. Em 24 de setembro, o presidente Truman cria a ultra-secreta operação Majestic 12, com a finalidade de explorar o que acontecera em Roswell.
Já no fim de outubro de 1947, o general Schulgen do Pentágono faz um memorando secreto, incumbindo às Forças Armadas a função de compilar todas as informações existentes sobre os discos voadores. Essa é uma forte evidência de que o governo mentiu quando disse que o objeto acidentado era um balão meteorológico. Setembro de 1949. Um parente de MacBrazel conta, num bar, que durante os dois últimos anos a família continuou encontrando vestígios da nave acidentada. No dia seguinte, foi procurado por militares, que trataram de confiscar as peças. Já em 1978, o ufólogo e físico nuclear Stanton Friedman localiza Jesse Marcel e o entrevista sobre o Caso Roswell. O silêncio finalmente estava rompido. Nos 16 anos seguintes foram editados 5 livros, baseados no depoimento de testemunhas do caso. A imprensa pôde também se manifestar, de forma que os jornais e emissoras de rádio e TV não pararam mais de explorar o assunto. Nova Testemunha de Roswell
O jornal inglês The Observer publicou matéria com declarações sobre uma nova testemunha do Caso Roswell, desconhecida até então. Anne Robbins acompanhou de forma indireta todas as ocorrências do mais famoso dos incidentes ufológicos, ocorrido há mais de 50 anos. Ela era esposa do então sargento Ernest Robert Robbins, falecido em 2000, que ajudou a resgatar três extraterrestres depois que o disco voador em que estavam se acidentou. Um deles ainda estava vivo.
Aos 84 anos, Anne conta que nunca desejou que sua história se tornasse pública. Segundo ela, o marido morreu jurando que os destroços encontrados naquela noite não eram de um mero balão, como alega a Força Aérea Norte-Americana (USAF) . Ela conta ainda que na noite do incidente, Robbins recebeu ordens para que comparecesse na base militar, de onde só sairia 18 horas depois, contando uma “história confusa sobre um disco voador”. Quando voltou, estava com o uniforme enrugado e molhado porque teve que mergulhar num tanque de desinfecção na base. Robbins nunca falou detalhadamente sobre o assunto, e a cada nova investida da família, alegava sigilo militar. Das poucas informações que deu, comentou apenas que a nave era semelhante a dois pratos juntos, tinha diversas janelas e três tripulantes.
Anos depois, chegou a desenhá-los. Tinham cabeça protuberante, olhos grandes e negros, sem nariz ou boca, a pele era marrom. “Ele me contou essas coisas com muita frieza e franqueza. Não teria mentido para mim por 56 longos anos”. Entretanto, Anne só se convenceu da veracidade dos fatos quando visitou o local exato da queda e viu uma mancha no chão, muito parecida com vidro preto, como se o chão tivesse sido queimado. A última vez que Robbins tocou no assunto com a esposa foi há vários anos, quando assistiam a um documentário sobre o tema.

 Fonte: Revista UFO 88

1 de novembro de 2013

O Boteco brasileiro



A França tem os cafés. A Inglaterra tem os pubs. No Brasil, o ponto de encontro das pessoas é o boteco. Tudo teve origem nas boticas do começo do século passado - a palavra "boteco" vem de "botequim" que, por sua vez, deriva de "botica". Os clientes iam para aqueles armazéns onde se vendia de tudo um pouco e, além das compras, ficavam batendo papo. Os donos desses estabelecimentos começaram então a servir aperitivos e bebidas aos frequentadores.

O casamento com a cerveja foi perfeito: entre todas as bebidas, nenhuma é tão sociável quanto ela, tanto pelo baixo percentual de álcool quanto pelos efeitos benéficos.

Nos botecos, a mesa tem uma função social. Ninguém vai a eles apenas para beber e comer. As pessoas vão, principalmente, para encontrar outras - ou conhecer novas. Por isso, as perções servidas nesses estabelecimentos são coletivas; não se come sozinho seis bolinhos de bacalhau ou um prato de batatas fritas enorme. Como nas praias brasileiras, os bares são absolutamente democráticos e todo mundo é igual (e tratado da mesma forma) dentro deles.


Fonte: Rev. Veja de 28/08/2013.

1 de outubro de 2013

“Da missa não sabemos um terço”.


Nos estertores da Idade Média, época que por sinal não deixou saudade nenhuma, pois era uma era obscurantista, na qual o espírito humano encontrava-se aprisionado por conceitos ultrapassados com ideias que não levavam a lugar algum. 
Portugal e Espanha eram as potências da época. Navegadores audazes das duas nações ou a serviço dela rasgaram os mares e ampliaram o mundo em muitos continentes até então desconhecidos. Descobria-se o Novo Mundo, descobriam-se novas terras também para o lado oriental do mundo, dobrava-se o Cabo das Tormentas, a partir de então chamado Cabo da Boa Esperança. Então descobriu-se o Brasil para Portugal. Nada mais falso. Pois já era de Portugal, porque a linha de Tordesilhas dava o Brasil praticamente todo para Portugal. Então a descoberta do Brasil foi uma farsa montada pela coroa Portuguesa, pois só vieram tomar posse do que já era deles. 
Assim foi a história da Segunda Guerra Mundial, para citar outro evento importante. Na realidade a Alemanha já tinha perdido a guerra em 1943 na Batalha de Kursk para a Rússia, pois a partir daí o Exército Vermelho só pararia em Berlim o seu destino final. Em resumo, a partir desse fato, a guerra já estava ganha pelos aliados. Todavia por causa de ciumeira e da luta pelo poder. Já pensando no pós-guerra. Stalin tinha ciúmes do marechal Zhukov, o comandante em chefe dos exércitos russos. Então o mesmo nomeou dois outros marechais para entrar em Berlin, não dando exclusividade a Zhukov, o marechal que foi o principal fator da derrota dos exércitos alemães no leste. Roosevelt comenta que Churchill está preocupado com o pós-guerra e a presença soviética. A ponto dos americanos (vide famigerada Cia) fazerem uma aliança com a Alemanha, combinando uma trégua de cem dias, para que o exército alemão se reforce para resistir ao bolchevismo, (vide russos). 
Churchill e Stálin mostram satisfação com o fracasso da Operação Valquíria que poderia ter impedido a vitória total e arrasadora sobre a Alemanha. De que lado estavam??? A ofensiva aliada foi acelerada na Normandia, para conter o exército soviético. Não era a época adequada produzindo milhares de baixas adicionais, mas o objetivo era conter o avanço russo., evitando o controle total pela URSS. Pergunta-se? No final da segunda guerra a Alemanha estava acabada, a capitulação era questão de tempo. 
Então a guerra era contra quem? Claro que a resposta é simples, já se pensava no controle do mundo, quem controlaria? Já se preparava outra guerra. Ainda bem que não saiu, mas quase. “Daí se conclui que na realidade a melhor definição de paz: “É o intervalo entre duas guerras. Que o povo nada sabe das maquinações dos poderosos. Estão inventando armas poderosíssimas capazes de colocar no bolso a famosa Bomba Atômica, que sabemos delas, apenas algumas referências esparsas e isoladas. Como alguém me disse? “Da missa não sabemos um terço”.


16 de setembro de 2013

O Sínodo do Cadáver


O "Sínodo do Cadáver", também conhecido como Julgamento do Cadáver ou ainda, em latim Synodus Horrenda é o nome pelo qual ficou conhecido o episódio do julgamento póstumo do Papa Formoso que se deu na Basílica de São João de Latrão, Roma, em janeiro de 897. O corpo de Formoso (morto nove meses antes) foi exumado, vestido com insígnias e ornamentos e posto num trono e então, Estevão VI, seu sucessor, pode imputar ao cadáver as acusações, lendo-as diante do inerte corpo. O Sínodo do Cadáver é lembrado como um dos episódios mais bizarros da história do papado medieval.
Esse e outros eventos relacionados ocorreram durante um período de instabilidade política na Itália. Esse período, que durou de meados do século IX até meados do século X, foi marcado por uma rápida sucessão de pontífices. No ano em torno do Sínodo do Cadáver (872-965) houve 24 papas. Freqüentemente, estes breves reinados papais foram o resultado das maquinações políticas de facções locais romanas, sobre as quais poucas fontes sobrevivem.
Formoso foi bispo de Porto em 864 durante o pontificado de Nicolau I. Promoveu missões entre os búlgaros e teve sucesso, tanto que foi solicitado a ser o bispo dos novos convertidos. Não houve permissão de Nicolau I para tanto, já que para ser bispo na Bulgária teria Formoso que deixar sua sé de Porto e o 15°Cânon do Segundo Concílio de Nicéia proíbe um bispo de deixar a sua própria sede para administrar outra.
Em 875, logo após a coroação de Carlos, o Calvo, Formoso fugiu de Roma com medo do então Papa João VIII. Alguns meses depois, em 876, no concílio de Santa Maria Rotunda, João VIII trouxe uma série de acusações contra Formoso, acusou-o de ter influenciado negativamente os búlgaros a ponto destes não mais aceitarem o bispo enviado pela Sé de Roma; que Formoso conspirava para tomar o papado de João VIII e, por fim, que ele havia abandonado sua sede de Porto e conspirava contra Carlos. Formoso foi excomungado. 
Após a morte de João VIII em dezembro de 882, Formoso reassumiu o bispado de Porto onde permaneceu até ser eleito papa em 6 de outubro de 891. No entanto, essas antigas disputas com João VIII formaram o libelo acusatório do Sínodo do Cadáver. De acordo com o historiador do século X Liutprand de Cremona, Estevão VII perguntou ao cadáver por que ele desejou apoderar-se da sede da Igreja Universal (Roma) com tanta ambição após a morte de João VIII (de acordo com o papa João, Formoso tentou apoderar-se do papado quando João ainda vivia). Mais duas acusações foram feitas ainda: de ter cometido perjúrio e de ter exercido o ofício de bispo quando leigo, o que guarda relação com o referido juramento do concílio de Troyes.
Ao que tudo indica o Sínodo do Cadáver teve uma motivação política. Formoso coroou Lamberto de Espoleto co-regente do Sacro Império Romano-Germânico em 892. O pai de Lamberto, Guido III de Espoleto, havia sido coroado por João VIII. Em 893 Formoso, preocupado com as possíveis agressões de Guido III, convidou o carolíngio Arnolfo de Caríntia a invadir a Itália e receber a coroa imperial. A invasão de Arnolfo falhou e Guido III morre logo depois. 
Em 895 Formoso convida novamente Arnolfo a invadir Roma e, no ano seguinte, Arnolfo cruza os Alpes e chega a Roma onde é coroado por Formoso como imperador do Sacro Império Romano, com isso o exército franco parte e Formoso e Arnolfo morrem logo depois em 896. Formoso foi sucedido por Bonifácio VI, que morreu semanas depois. Lamberto e sua mãe, a imperatriz Ageltrudes entram em Roma mais ou menos na mesma época em que Estevão VI é coroado papa. E aí tem lugar o Sínodo do Cadáver. 
Provavelmente em torno de janeiro de 897, Estevão (VI) VII ordenou que o cadáver do seu antecessor Formoso fosse removido de seu túmulo e levado para a corte papal, para julgamento.
Formoso foi acusado de transmigração em violação do direito canônico, de falso testemunho, e de servir como um bispo, enquanto na verdade, um leigo. Liutprand e outras fontes dizem que Estevão tinha despojado do cadáver de suas vestes papais, cortou seus três dedos da mão direita usados para bênçãos, e declarou todos os seus atos e ordenações inválidas. O corpo foi finalmente sepultado em um cemitério para estrangeiros, apenas para ser desenterrado mais uma vez, ligado a pesos, e lançado no rio Tibre.
O espetáculo macabro fez a opinião pública em Roma voltar-se contra Estevão. Circularam rumores de que o corpo de Formoso tinha começado a fazer milagres em pessoas depois de estas se lavarem nas margens do rio Tibre. A revolta do público levou Estevão a ser deposto e encarcerado. Enquanto estava na prisão, em julho ou agosto de 897, ele foi estrangulado.
Em novembro de 897, o Papa Teodoro II (897) convocou um sínodo que anulou o Sínodo do Cadáver, reabilitou Formoso, e ordenou que seu corpo, que havia sido recuperado do Tibre, fosse enterrado na Basílica de São Pedro em paramentos pontifícios. Em 898, João IX (898-900) também anulou o Sínodo do Cadáver, e convoca dois sínodos (um em Roma e outro em Ravena), que confirmaram as conclusões do Sínodo de Teodoro II, ordenou que a ata do Sínodo do Cadáver fosse destruída, e proibiu qualquer julgamento futuro de uma pessoa morta.


Fonte: Wikipédia.

24 de agosto de 2013

A cidade perdida



Cidade perdida é redescoberta em Honduras
Escrito por M.F. Luder na terça-feira, 19 junho 2012Comente!

Pesquisadores acreditam ter encontrado a lendária cidade perdida de Ciudad Blanca na floresta Honduras.
Conhecida como a lendária "Cidade Branca", a localização de Ciudad Blanca tem sido procurado por caçadores e exploradores do tesouro durante séculos.
Para localizar as ruínas, lasers foram disparados de um avião sobrevoando a selva, uma técnica que permitiu construir um mapa topológico 3D do terreno debaixo das árvores.
É uma das primeiras vezes que LIDAR (Light Detection and ranging) tem sido usado para mapear ruínas antigas, um outro uso notável da tecnologia foi por uma equipe arqueológica em 2009 ao mapear as ruínas maias na floresta densa de Belize.
Debaixo da capa espessa floresta, virgem na região de Mosquitia de Honduras, os arqueólogos descobriram ruínas eles acham que pode ser a cidade perdida de Ciudad Blanca.




21 de maio de 2013

Os índios de olhos azuis que falavam galês


Pouco depois da independência dos EUA, quando as terras a oeste do Mississipi ainda eram reivindicadas pela Espanha e Inglaterra, um grupo de ingleses visitou o povoado de índios mandan, na região onde hoje está situado o Estado de Missouri. Quando o comandante do grupo falou com o ordenança em galês (os dois eram galeses), ambos ficaram atônitos ao notarem que um índio que estava perto deles tentou participar da conversa. Parecia que os dois caras-pálidas estavam falando o idioma do índio. Eles começaram a comparar palavras e descobriram que a língua mandan era 50 por cento composta de palavras galesas. (Inglês: bread, paddle, great, head etc. Mandan: bara, ree, ma, pan etc. Galês: barra, ree/rhwyf, mawr, pen etc.) Além disso, de modo geral, os mandans não se pareciam com os índios de outras tribos. Tinham olhos azuis e a pele era ligeiramente mais clara do que a de outros selvagens. As mulheres mandans, consideradas "muito atraentes", eram especialmente disputadas pelos exploradores britânicos. O oficial inglês lembrou-se, então, de que um tal príncipe Madoc, de Gales, rumou com seu séquito, no ano de 1170, para o oceano desconhecido, a fim de desbravá-lo. Ele e seus acompanhantes poderiam ter desembarcado no golfo do México, seguindo rio acima pelo Mississipi e fixado residência ali? Algum tempo depois, muitos dos mandans, inclusive os velhos "contadores de histórias" e "os que se lembravam de fatos do passado", viram-se dizimados por doenças trazidas pelos brancos. Os poucos que sobreviveram foram absorvidos por outras tribos. As chances de algum dia descobrirmos o motivo pelo qual tais índios falavam galês são mínimas, pois todos os mandans de sangue puro já desapareceram. ___________________________________________________________________________


Fonte: O Livro Dos Fenômenos Estranhos - Charles Berlitz

Conheça as mulheres homens da Albânia.


Elas são virgens juramentadas, trocaram os cabelos longos, vestidos e a possibilidade da maternidade por calças longas, cabelos curtos e um rifle. Tornaram-se patriarcas de suas famílias para conseguirem sobreviver em uma região extremamente pobre, flagelada pela guerra e regida por valores machistas.

A tradição das virgens juramentadas remonta ao Kanun de Leke Kukagjini, um código de conduta que foi passado verbalmente entre os clãs do norte da Albânia durante mais de cinco séculos. Segundo o Kanun, o papel das mulheres era severamente restrito. Elas tomavam conta das crianças e do lar. Embora a vida de uma mulher valesse a metade da vida de um homem, a de uma virgem tinha o mesmo valor que a deste último -12 bois. A virgem juramentada foi um fruto da necessidade social em uma região agrária flagelada pela guerra e pela morte. Caso o patriarca da família morresse sem deixar herdeiros masculinos, as mulheres casadas da família poderiam ver-se sozinhas e sem poder algum. Ao fazer um voto de virgindade, as mulheres podiam assumir o papel masculino como chefes de família, portar armas, ser proprietárias e locomover-se livremente.

“Renunciar à sexualidade ao jurar permanecer virgem era uma forma encontrada por essas mulheres para engajar-se na vida pública em uma sociedade segregada e dominada pelos homens”, afirma Linda Gusia, professora de estudos da mulher da Universidade de Pristina, em Kosovo.
“Tratava-se de sobreviver em um mundo no qual os homens mandavam”, diz Pashe Keqi, umas das antigas patriarcas.

Em um mundo ocidental, esses preceitos se mostram obscuros e estranhos de entender, mas no contexto da Albânia, foi a forma que as mulheres encontraram de encontrar seu lugar num local dominado por homens. Vejam as fotos de algumas delas:

Autor: Vicente Carvalho

8 de maio de 2013

Será a Atlantida do Brasil?


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Geólogos brasileiros anunciaram nesta segunda-feira (6) que foram encontrados, a 1.500 km da costa do Rio de Janeiro, indícios de que estaria ali um pedaço de continente que submergiu durante a separação da África e da América do Sul, época em que surgiu o Oceano Atlântico.
De acordo com Roberto Ventura Santos, diretor de geologia de recursos minerais do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), há dois anos, durante um serviço de dragagem (retirada de solo oceânico para análise) na região do Elevação do Rio Grande -- uma cordilheira marítima em águas brasileiras e internacionais -- foram encontradas amostras de granito, rocha considerada continental.
Ele explica que, inicialmente, levantou-se a hipótese de que o recolhimento de tais amostras fora engano ou acidente. No entanto, no último mês, uma expedição com cientistas do Brasil e Japão, a bordo do equipamento submersível Shinkai 6.500, observou a formação geológica que está em frente à costa brasileira e, a partir de uma análise, passou a considerar que a região pode conter um pedaço de continente que ficou perdido no mar por milhões de anos.
“Pode ser a 'Atlântida' do Brasil. Estamos perto de ter certeza, mas precisamos fortalecer essa hipótese. A certificação final deve ocorrer ainda este ano, quando vamos fazer perfurações na região para encontrar mais amostras”, explicou Ventura ao G1.
O diretor do CPRM não especificou a idade dessas rochas, no entanto, contou que os pedaços de crosta continental que foram encontrados são mais antigos que as rochas encontradas no assoalho oceânico, nome dado à superfície da Terra que fica abaixo do nível das águas do mar.
De acordo com Ventura, o próximo passo será enviar ao governo brasileiro uma solicitação para que o país reclame a área, que está em águas internacionais, junto à Autoridade Internacional de Fundos Marítimos (ISBA, por seu sigla em inglês), organismo ligado à Organização das Nações Unidas, para que seja realizada no local prospecção de recursos minerais e estudos relacionados ao meio ambiente.






15 de abril de 2013

Chico Rei, Monarca africano no Brasil do século XVIII.

A história oficial do Brasil quando não omite oferece muito poucos dados sobre a vida de “Chico Rei”, que mais fazem lembrar estórias de um personagem lendário. Já no Rio Grande do Sul, o registro da presença do “Príncipe de Ajudá ( São João Batista de Ajudá era uma fortaleza portuguesa no Daomei, hoje Benin na África), adotando o nome brasileiro de Custódio Joaquim de Almeida”. Chico Rei, entretanto, ele existiu em carne e osso.
Chico Rei, nascido “Galanga no Congo”, como monarca e sumo-sacerdote do deus pagão “Zàmbi- Apungo”, foi capturado com toda a corte por comerciantes portugueses de escravos e vendido, com o filho “Muzinga”, no Rio de Janeiro, de onde foi levado para “Ouro Preto” em 1740. A Rainha “Djalô e a filha, a Princesa “Itulo”, foram jogadas no oceano pelos marujos do navio negreiro “madalena”para aplacar a ira dos deuses da tempestade, que quase o afundou”.
Estes dados e outros que se seguem a estas breves linhas, divulgadas na revista “Isto É”, de 20 de maio de 1998, nº 1494.
Segundo este relato, Chico Rei era um homem negro, dotado de elevada inteligência e muita energia, o que contribuiu para reconduzi-lo ao reinado, mesmo no exílio, “com direito a cetro de ouro, coroa e palácio real”. Figura emblemática, serviu-se de seu carisma e de seu espírito de determinação para chegar às culminâncias do poder, na condição de Rei proletário, pois, trabalhando como qualquer escravo, conseguiu comprar sua “alforria” e a de mais 400 negros cativos, devolvendo-lhes a liberdade.
Tanto é que ao falecer em 1781, com 72 anos de idade, era um negro rico, respeitado, que deixava “42 potes, com aproximadamente 100 quilos de metal precioso” para os súditos e para o seu único filho, “Muzinga”, cujo paradeiro, até hoje constitui um mistério que desafia os historiadores mais confiáveis, como “Agripa Vasconcelos”. Com a entrada do pesquisador Antônio Barbosa Mascarenhas, de 75 anos, em cena, parece que tal mistério começa a ser desfeito.
Ouvindo velhas histórias de antigos habitantes da região do Ouro Preto, São Del Rey, Mariana, Tiradentes e Diamantina, Mascarenhas ao cotejar documentos da época sobre o assunto descobre “que os descendentes de “Chico Rei”se fixaram em uma área de 50 alqueires, vizinha à sua propriedade, conhecida como Pontinha”. Mascarenhas ainda nos revela que “Muzinga” e seus seguidores dirigiram-se, provavelmente, em 1785, quatro anos depois da morte de seu pai Chico Rei,
para Diamantina, então Vila do Tijuco, terra de Chica da Silva, por ali permanecendo pelo fato de haver comprado as terras do Padre Antônio Moreira, que ficavam em Pontinha.
Outro historiador especialista em estudos sobre Ouro Preto, José Efigênio Pinto Coelho, considera que a “comunidade da Pontinha pode, realmente, ter sido formada por descendentes do legendário rei-escravo”. “A possibilidade existe e é fortíssima. A história dos negros libertos por Chico Rei estava perdida e essa descoberta é de grande importância para reconstituí-la”, acredita o historiador Pinto Coelho.
O nome de Chico Rei e de outras grandes figuras características que permanecem, ou permaneceram, no esquecimento, por parte da historiografia oficial no Brasil, começam a ser revelados para os estudiosos, os militantes da causa “afro-brasileira”e para o público em geral.
Assim é que Chico Rei começou a fazer parte de nossa história, com o seu verdadeiro perfil redesenhado pelo pesquisador e pelo historiador, comprometidos efetivamente com o estabelecimento, da “verdade histórica”, na medida em que sua trajetória, por todos títulos, gloriosa, passa a ocupar as páginas de nossos livros didáticos, de nossos sambas-enredos e dos noticiários da vida nacional.
ar estórias de um personagem lendário. Já no Rio Grande do Sul, o registro da presença do “Príncipe de Ajudá ( São João Batista de Ajudá era uma fortaleza portuguesa no Daomei, hoje Benin na África), adotando o nome brasileiro de Custódio Joaquim de Almeida”. Chico Rei, entretanto, ele existiu em carne e osso.

22 de março de 2013

A Papisa Joana existiu?


O próprio Vaticano não revela nenhuma lista como sendo oficial de todos os Papas que comandaram a Santa Sé. Mistérios e especulações rondam Roma desde que ela se tornou a sede religiosa da Igreja Católica; e quando o assunto é a lista de Papas, aí a coisa fica ainda mais obscura e incrédula.
Uma das perguntas intrigantes é: - Quem foram João XX, Martinho II e Martinho III? Eles jamais existiram!
Os Papas Félix II e V na verdade foram anti-Papas e a igreja tenta até hoje omitir este nome “Félix” de sua lista oficial de pontífices.
João XVI também não era o mais entusiasta da carreira e pregou a vida inteira a sua insatisfação quanto ao papado, da mesma forma que Bento X, Clemente XIV, Inocêncio XIII e Leão XIII.
A lista dos inconformados com a eleição papal é enorme; começa no ano 200 com o Papa Natálio, chegando a Félix V em 1449 e no meio desta baderna papal foram mais de 40 Papas que faziam oposição aberta a outros nomes e ao cargo; uma ferida tão grande que a Santa Sé teve que tolerar esta cicatriz até a canonização de muitos deles.
Mas de todas as histórias que cercam o Vaticano a que mais me intriga é saber se houve ou não a Papisa Joana, que teria governado no palácio dos Papas por 2 ou 3 anos. Alguns dizem que é uma lenda, outros atestam categoricamente que se trata da mais pura verdade.

8 de março de 2013

A "História Oficial" contada aos alunos dos colégios militares...



"A história oficial contada aos alunos dos 12 colégios militares do país omite a tortura praticada na ditadura e ensina que o golpe ocorrido em 1964 foi uma revolução democrática; a censura à imprensa, necessária para o progresso; e as cassações políticas, uma resposta à intransigência da oposição.
É isso que está no livro didático História do Brasil - Império e República, utilizado pelos estudantes do 7º ano das escolas mantidas com recursos públicos pelo Exército.
As escolas militares poderiam utilizar livros gratuitos cedidos pelo Ministério da Educação a todas as escolas públicas. Mas, para a disciplina de história, optaram pela obra editada pela Biblioteca do Exército, que deve ser adquirida pelos próprios alunos. (...) O Exército afirma que o material 'atende adequadamente às necessidades do ensino de História no Sistema Colégio Militar'.

O livro de história mais adquirido pelo MEC para o ensino fundamental, da editora Moderna, apresenta a tomada do poder pelos militares como um golpe, uma reação da direita às reformas propostas por João Goulart. A partir disso, diz a obra, seguiu-se um período de arbítrio, com tortura e desaparecimentos, em que a esquerda recorreu à luta armada para se manifestar contra o regime.
Já a obra da Bibliex narra uma história diferente: Goulart cooperava com os interesses do Partido Comunista, que já havia se infiltrado na Igreja Católica e nas universidades. Do outro lado, as Forças Armadas, por seu 'espírito democrático', eram a maior resistência às 'investidas subversivas'.
No caderno de exercícios, uma questão resume a ideia. Qual foi o objetivo da tomada do poder pelos militares? Resposta: 'combater a inflação, a corrupção e a comunização do país'.
A obra não faz menção à tortura e ao desaparecimento de opositores ao regime militar. Cita apenas as ações da esquerda: 'A atuação de grupos subversivos, além de perturbar a ordem pública, vitimou numerosas pessoas, que perderam a vida em assaltos a bancos, ataques a quartéis e postos policiais e em sequestros'.
A censura é justificada: 'Nos governos militares, em particular na gestão do presidente Médici, houve a censura dos meios de comunicação e o combate e eliminação das guerrilhas, urbana e rural, porque a preservação da ordem pública era condição necessária ao progresso do país'".

Postagem "pescada" no http://www.bloguedosouza.com/

19 de fevereiro de 2013

Exumação da família imperial brasileira surpreende.

D. Amélia
Cientistas brasileiros exumaram pela primeira vez para pesquisa os restos mortais de D. Pedro I, o primeiro imperador brasileiro, além de suas duas mulheres, as imperatrizes Dona Leopoldina e Dona Amélia.
A exumação fez parte do trabalho de mestrado da arqueóloga e historiadora Valdirene do Carmo Ambiel, que defendeu nesta segunda-feira (18) sua dissertação no Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (USP).
De acordo com Valdirene, os exames foram realizados em 2012 – entre fevereiro e setembro. Ela afirma que obteve em 2010 autorização de descendentes da família real brasileira para exumar os restos mortais. No entanto, negociações para que isto ocorresse iniciaram anos antes. “De forma oficial, esse trabalho começou a acontecer em 2010, mas ele se iniciou mesmo há oito anos”, explicou Valdirene ao G1.
Os exames foram realizados no Hospital das Clínicas de São Paulo e contaram com a ajuda de especialistas da Faculdade de Medicina da USP.

Transporte feito de madrugada
Segundo informações do site do jornal "O Estado de S. Paulo", um esquema de segurança foi montado para transportar as urnas funerárias de madrugada desde a cripta imperial, no Parque da Independência, no bairro do Ipiranga, até o local dos exames, em Cerqueira César, onde, sob sigilo, os esqueletos foram submetidos a ultrassonografias e tomografias.
O site do jornal informa ainda que as análises revelaram que D. Pedro I fraturou ao longo de sua vida quatro costelas do lado esquerdo, consequência de dois acidentes -- uma queda de cavalo e quebra de carruagem. Isso teria prejudicado um de seus pulmões e, consequentemente, agravado uma tuberculose que causou sua morte aos 36 anos, em 1834. Ele media entre 1,66 m e 1,73 m e foi enterrado com roupas de general.
Exumação de D. Pedro I (Foto: Divulgação/Valter Diogo Muniz)

Exumação de D. Pedro I (Foto: Divulgação/Valter Diogo Muniz)
O "Estado" informa aponta que a exumação dos restos mortais de Dona Leopoldina contradiz a história de que a então imperatriz do Brasil teria fraturado o fêmur após Dom Pedro I tê-la empurrado de uma escada do palácio Quinta da Boa Vista, então residência da família real, localizada no Rio de Janeiro. No exame, não foram encontradas fraturas.
Restos de D. Leopoldina (Foto: Divulgação/Valter Diogo Muniz)

Restos de D. Leopoldina (Foto: Divulgação/Valter Diogo Muniz)
Imperatriz mumificada

Dona Amelia surpreendeu por estar mumificada (Foto: Divulgação/Valter Diogo Muniz)

Dona Amelia surpreendeu por estar mumificada (Foto: Divulgação/Valter Diogo Muniz)
No caso da segunda mulher do primeiro imperador do país, Dona Amélia, segundo noticia o "Estado", os cientistas se surpreenderam ao ver que a imperatriz foi mumificada e tinha partes do seu corpo preservados, como cabelos, unhas e cílios. Um crucifixo de madeira e metal foi enterrado com ela.
Relevância
De acordo com Astolfo Gomes de Mello de Araújo, professor de Arqueologia do MAE/USP e um dos orientadores do trabalho de Valdirene, a exumação dos corpos de parte da família real brasileira é importante para entender melhor o período imperial que o país viveu, que, segundo ele, é tratado com relativamente pouca relevância.
“O Brasil, de uma maneira geral, tem uma memória histórica curta (...) O trabalho mostrou que havia ali dados importantes, além de derrubar a dúvida de que ali pudessem não estar enterrados os restos mortais”, disse Araújo, referindo-se ao Monumento da Independência, cripta imperial localizada em São Paulo, onde estão as urnas funerárias.

Detalhe das mãos de D. Amélia segurando um crucifixo (Foto: Divulgação/Valter Diogo Muniz)

Detalhe das mãos de D. Amélia segurando um crucifixo (Foto: Divulgação/Valter Diogo Muniz)
Ele disse que medalhas e comendas que foram enterradas com D. Pedro I foram recuperadas durante a análise das urnas funerárias. Segundo o professor, esses materiais passam por restauração e estão atualmente em posse do Departamento do Patrimônio Histórico da Prefeitura de São Paulo. “Esse material foi recolhido e deve ser exposto”, explica.
O orientador ressaltou ainda a importância da obtenção das autorizações para a exumação, tanto de integrantes da família real brasileira, quanto do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
“Que isto sirva de exemplo até para outros países, onde há cada vez mais tabu em relação ao estudo de restos humanos (...) As pessoas acham que os restos mortais não podem ser manipulados. Isso é um retrocesso total, porque ali há informações importantes. Os restos humanos são tratados com respeito”, disse.

D. Leopoldina passa por tomografia (Foto: Divulgação/Valter Diogo Muniz)

D. Leopoldina passa por tomografia (Foto: Divulgação/Valter Diogo Muniz)
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29 de janeiro de 2013

Cristóvão Colombo e a América





[Você ouviu falar que...] Colombo descobriu a América
Viajando a serviço da Espanha, o navegador italiano procurava chegar às Índias viajando para o oeste. Dez semanas após partir, seus três navios, Santa Maria, Pinta e Niña, atracaram na ilha de San Salvador, onde hoje ficam as Bahamas. A missão saiu melhor que a encomenda, já que Colombo descobriu um continente novinho em folha.

[Mas a verdade é que...] Colombo não descobriu a América
No livro 1421: o Ano em que a China Descobriu o Mundo, o ex-comandante da marinha britânica Gavin Menzies analisa mapas e rotas e afirma que durante a dinastia Ming, os chineses tinham recursos para ir e voltar da América. Para completar, um mapa-múndi de 1418, encontrado na China, mostra todos os continentes em seus devidos lugares.


 

18 de janeiro de 2013

O Primeiro Baile da História do Brasil







Se o gaiteiro estava tomado pela nostalgia que se chamará saudade, tocou chorado. Se tocou chorado, foi o primeiro choro, 500 anos antes de Pixinguinha.
Pedro Álvares Cabral tinha descoberto o Brasil havia apenas cinco dias quando aconteceu o que conto a seguir.
Um gaiteiro da tripulação desceu à praia e começou a tocar. Caminha não diz, mas era coisa animada. Os pelados (Caminha só os chama assim) correram pra ouvir. Fez-se uma roda. O gaiteiro tomava os pelados pela mão, eles folgavam e riam. Sabemos como são essas confraternizações com nativos. Lembram-se do príncipe Charles requebrando com a Pinah no ensaio da Beija Flor?
O garotão português, embarcado à força, sentia uma coisa que ainda não tinha nome. Empolgado, fez voltas ligeiras no chão (miudinho?), deu vários saltos reais, vai ver que sua especialidade nos bailes de aldeia. A gaita, é bom avisar, não era de boca, daquelas que menino pobre ganha no Natal. Era de fole, parecida com a dos escoceses.
Foi este o primeiro baile da história do Brasil. Se o gaiteiro estava tomado pela nostalgia que se chamará saudade, tocou chorado. Se tocou chorado, foi o primeiro choro, 500 anos antes de Pixinguinha.

Escrito por Joel Rufino dos Santos